Comece pelo núcleo
A carta do centro diz do que a questão trata. É por ela que a leitura começa, e é a ela que as outras quatro se referem.
Sozinha, ela é só uma palavra. No Lenormand o sentido nasce da combinação, e o núcleo ganha sentido conforme as cartas que encostam nele.
No exemplo, Os Caminhos no centro põem uma escolha no meio da questão: há mais de uma direção possível, e decidir faz parte do assunto.
A linha do tempo
Na horizontal ficam três cartas: o que está atrás, o núcleo e o que está à frente. Leia em pares vizinhos, da esquerda para a direita: a carta de trás com o núcleo, depois o núcleo com a da frente.
O núcleo entra nos dois pares, e é isso que costura a linha. A carta de trás diz de onde a questão vem; a da frente, para onde ela tende a ir.
No exemplo, A Foice com Os Caminhos pode indicar um corte recente que abriu a necessidade de escolher. Os Caminhos com As Estrelas sugerem que essa escolha aponta para uma direção mais clara, com alguma esperança de orientação.
O que ajuda e o que desafia
Na vertical ficam outras três: o que ajuda, acima, o núcleo e o que desafia, abaixo. Também se leem em pares: a carta de cima com o núcleo, depois o núcleo com a de baixo.
Aqui a casa diz o papel da carta. Uma carta de sentido difícil na casa do que ajuda continua sendo ajuda, e a pergunta passa a ser de que jeito ela ajuda. Uma carta leve na casa do que desafia continua sendo desafio, e vale procurar onde ela resiste. Essa é a forma de ler adotada por este site.
No exemplo, O Trevo com Os Caminhos pode falar de uma oportunidade pequena e passageira dentro da escolha. Os Caminhos com A Montanha apontam um bloqueio ou uma demora que pesa sobre a decisão.
O mesmo núcleo, lido duas vezes
A carta do centro aparece nas duas linhas, e com vizinhas diferentes ela diz coisas diferentes. Na linha do tempo, Os Caminhos são uma escolha que chegou e tem rumo; na vertical, são uma escolha que tem uma chance a favor e um obstáculo pela frente.
Depois das duas linhas, junte as duas no núcleo: o rumo que a carta da frente aponta é empurrado pelo que ajuda ou segurado pelo que desafia?
Se as duas linhas parecerem contar histórias diferentes, não descarte uma delas. A diferença costuma ser justamente o ponto da questão que merece atenção.