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Como se lê o Templo de Afrodite

7 cartas · Tarot, só os 22 Arcanos Maiores

Uma leitura da relação pelos dois lados: três cartas para você, três para a outra pessoa e uma para o rumo. Cada linha compara os dois no mesmo plano, o que se pensa, o que se sente e o que se deseja.

Parte um · a mesa

Os Amantes
1 · Seu pensamento Os Amantes
A Lua
2 · Seu sentimento A Lua
A Imperatriz
3 · Seu desejo A Imperatriz
A Sacerdotisa
4 · O pensamento da outra pessoa A Sacerdotisa
O Enforcado
5 · O sentimento da outra pessoa O Enforcado
O Diabo
6 · O desejo da outra pessoa O Diabo
A Roda da Fortuna
7 · O rumo A Roda da Fortuna

As cartas acima são um exemplo, escolhido à mão para mostrar o método.

1
Seu pensamento
A intenção e a expectativa: o que a sua cabeça já decidiu.
2
Seu sentimento
O que você sente, independente do que pensa.
3
Seu desejo
A atração que existe do seu lado, no plano do corpo.
4
O pensamento da outra pessoa
Como a relação aparece do outro lado.
5
O sentimento da outra pessoa
O que se move no afeto do outro lado.
6
O desejo da outra pessoa
A atração que existe do outro lado, no plano do corpo.
7
O rumo
Para onde a relação caminha, se nada mudar de propósito.

Parte dois · a leitura

A leitura acontece entre as duas colunas

A leitura corre de lado a lado

Cada linha põe os dois no mesmo plano, e a comparação é onde a tiragem trabalha. Duas cartas que apontam para coisas parecidas podem sugerir que aquele plano está no mesmo lugar dos dois lados; duas que apontam para lados opostos, o contrário. A leitura está na relação entre elas, e não em cada uma sozinha.

Leia a sua coluna inteira antes de olhar a do outro lado. Sozinhas, as suas três já mostram se você está inteiro na questão ou dividido dentro dela. Que os pares depois discordem entre si não é sinal de problema: uma relação alinhada nos três planos dos dois lados raramente é a que leva alguém a tirar cartas.

Pensar e sentir ficam separados de propósito

Pensar e sentir sobre a mesma relação podem apontar para lugares diferentes, e a tiragem separa os dois justamente para que essa diferença apareça. A casa do pensamento é a que parece mais previsível de fora, e vale ler com atenção: o que a gente pensa sobre uma relação nem sempre é a frase pronta que a gente repete sobre ela.

O plano do desejo fecha a coluna e não precisa concordar com os outros dois. Três planos que discordam entre si dentro do mesmo lado já são uma leitura, e vale olhar para ela antes de partir para a comparação com o outro lado.

O que a tiragem não promete

Três das sete casas falam do outro lado, e a redação delas foi escolhida com cuidado. A tiragem lê como aquilo se apresenta, nunca o que se passa dentro da cabeça de alguém. Nenhum baralho alcança a cabeça de outra pessoa, e quem promete isso está vendendo o que não tem.

Daí também o filtro de Arcanos Maiores. Maior lê como força; Menor lê como fato. Com os Maiores, as casas do outro lado descrevem movimento em vez de notícia, que é a forma honesta de falar de alguém que não está ali para responder.

A sétima pertence ao casal

A carta do rumo fica embaixo, entre as duas colunas, porque não é de nenhum dos dois. Ela costura as outras seis e não traz fato novo.

A ordem de leitura muda o que ela significa. Aberta antes das seis, vira previsão, e a tiragem inteira passa a justificar um veredito já lido. Aberta depois, vira consequência do que os três pares mostraram.

As fontes numeram as casas de dois jeitos

Circulam duas numerações conflitantes sobre a mesma geometria. Uma conta por coluna, descendo o seu lado antes de passar para o outro. A outra conta por linha, alternando os dois lados a cada plano. Como as sete cartas caem nos mesmos sete lugares, a diferença passa despercebida.

Passa despercebida e transpõe a leitura inteira. A carta que seria o seu sentimento vira o pensamento do outro lado, e nada quebra, porque as duas posições existem nas duas versões. Aqui vale a numeração por coluna, que a comparação em pares pressupõe: primeiro cada lado inteiro, depois o encontro entre eles.

De onde ela vem

Do método de Nei Naiff, tarólogo brasileiro. Poucas tiragens de relacionamento em circulação em português têm autor identificado, e esta tem uma ideia clara por trás: em vez de perguntar se a relação vai dar certo, ela põe os dois lados no mesmo plano e deixa a comparação responder.

Quando usar, e quando não

Use quando existe uma relação em curso e uma pessoa concreta em mente. A tiragem depende dos dois lados: sem a segunda pessoa, três das sete casas ficam sem assunto e a leitura desanda para um retrato seu em sete pedaços.

Ela não serve para procurar alguém que ainda não apareceu, nem para uma pergunta que é sobre você e não sobre a relação. Nesse segundo caso a Peladan responde melhor, já que ela trata da sua posição na questão do começo ao fim.

Agora com a sua pergunta, e com as sete cartas que caírem.

Tirar o Templo de Afrodite

As outras tiragens