Uma edição de 1751
As cartas usadas aqui seguem o baralho que Claude Burdel produziu em Friburgo, na Suíça, em 1751, no padrão hoje chamado de Tarot de Marselha. São 78: 22 Arcanos Maiores e 56 Menores, divididos nos naipes de Paus, Copas, Espadas e Ouros.
Os Maiores trazem figura, número e, quase todos, um nome impresso. O Louco não tem número, e A Morte não tem nome. A numeração é a do próprio baralho: A Justiça é a VIII e A Força, a XI, o contrário do Rider-Waite.
Do ás ao dez, os Menores não mostram cena. Cada carta traz a quantidade de bastões, taças, espadas ou moedas do seu número, arrumados entre ramos e flores. Só as figuras da corte, Pajem, Cavaleiro, Rainha e Rei, têm personagem.
Os nomes em português seguem a tradição de Marselha, e não os do Rider-Waite: O Enamorado, O Pendurado, A Casa Deus.
De onde vêm estas imagens
As imagens partem de uma recriação digital das cartas de Burdel feita por ColorDreamsBCN, de Barcelona, com linhas redesenhadas e cores chapadas. O site mostra cópias reduzidas das 78 cartas.
Os significados em português foram escritos para este produto. Nos 22 Maiores, a pesquisa parte de Le Tarot des imagiers du Moyen Âge, de Oswald Wirth, publicado em 1927; nos 56 Menores, de Le Tarot des Bohémiens, de Papus, de 1889. Não são tradução dos livros: cada texto foi escrito carta por carta.