Oito de Ouros
Arcano Menor · Tarot de Marselha
No naipe de Ouros, o Oito é a oposição dentro da fase do equilíbrio: a prosperidade só se cumpre em parte.
Quando o ganho parecia garantido, uma perda importante leva parte do que se tinha alcançado. O resultado material fica pela metade, e o que foi conquistado convive com o que escapou no último momento.
Duas colunas de quatro moedas
No Oito de Ouros do Burdel, as moedas formam duas colunas de quatro. Entre elas, um caule sobe de baixo a cima, com flores azuis em forma de tulipa, e no meio abre uma pequena flor vermelha e verde. Dois ramos se estendem para os lados, um no alto e outro embaixo.
Como nos outros números pares do naipe, o centro fica sem moeda.
A grande perda na hora de fazer fortuna
Papus, em Le Tarot des Bohémiens, de 1889, chama o Oito de sucesso parcial e descreve a cena: uma grande perda de dinheiro no momento de fazer fortuna definitivamente. Na chave dele, é a oposição dentro da fase do equilíbrio.
O catálogo lê a carta como resultado material pela metade: o que foi conquistado convive com o que escapou no último momento. A carta não mede o tamanho da perda e não prevê prejuízo para ninguém.
O que ficou, e o que escapou
O Oito fica entre o Sete, com a fase favorável, e o Nove, com a fortuna que dura. Uma leitura cuidadosa separa o que foi alcançado do que se perdeu, e pergunta o que ainda está ao alcance antes de dar a fase por encerrada.
Atenção à reta final
Em Futuro, numa Três Cartas, o Oito de Ouros pode pedir atenção à etapa final de um acordo ou de uma entrega. Na Ferradura, na casa O que está oculto, pode apontar um detalhe que ameaça o resultado no último momento. Na casa O que fazer, uma leitura frequente é conferir tudo antes de dar o assunto por fechado.
Onde esta carta pode cair
A tiragem que embaralha só os 22 Arcanos Maiores fica de fora: um Arcano Menor não é sorteado nela.
Os Arcanos Menores dão mais espaço ao cotidiano, às decisões e às circunstâncias em volta da pergunta. Comece pela sua.
Tirar com o Tarot de Marselha