Nove de Ouros
Arcano Menor · Tarot de Marselha
O Nove fecha a fase do equilíbrio em Ouros: é a prosperidade que se realiza e se mantém.
Os bens encontram estabilidade e duram. É a segurança material construída com o tempo, uma base sólida que sustenta a vida prática sem sobressaltos. O que foi juntado deixa de oscilar e passa a apoiar os planos.
Oito moedas em colunas e uma no centro
O Nove de Ouros do Burdel tem duas colunas de quatro moedas e uma nona no centro, no cruzamento de um caule vertical com outro horizontal. Flores azuis e vermelhas brotam ao longo dos caules.
É o Oito com a moeda do meio acrescentada, a mesma passagem de par para ímpar que se vê em Paus e em Espadas.
Fortuna durável
Papus, em Le Tarot des Bohémiens, de 1889, escreve para o Nove de Ouros: equilíbrio do equilíbrio, fortuna durável. É o último termo da última trinca.
O catálogo lê a carta como estabilidade material construída com o tempo. Numa pergunta sobre a vida prática, a carta costuma descrever uma base que deixa de oscilar e passa a apoiar os planos. Tranquilidade prática, aqui, vale mais do que o tamanho dos bens.
Segurança que dá tranquilidade para decidir
Uma leitura frequente vê no Nove o ponto em que os recursos deixam de ocupar toda a atenção. Isso não quer dizer abundância, e sim calma para decidir sem pressa. Logo depois vem o Dez, em que a fortuna volta a ficar em aberto.
Uma base que já sustenta, ou que se firma
Em Passado, numa Três Cartas, o Nove de Ouros pode lembrar uma segurança construída antes e que ainda apoia o presente. Na Ferradura, na casa Desfecho provável, tende a ser lido como estabilidade que se mantém. Na casa Você nisso, pode descrever a confiança de quem pergunta no que já construiu.
Onde esta carta pode cair
A tiragem que embaralha só os 22 Arcanos Maiores fica de fora: um Arcano Menor não é sorteado nela.
Os Arcanos Menores dão mais espaço ao cotidiano, às decisões e às circunstâncias em volta da pergunta. Comece pela sua.
Tirar com o Tarot de Marselha