Seis de Copas
Arcano Menor · Tarot Rider-Waite-Smith
Num jardim antigo, uma criança oferece a outra uma taça cheia de flores, numa cena de doçura e simplicidade. É a carta das memórias e da nostalgia, do afeto ligado ao passado e à infância.
Fala de reencontros, de gestos gentis e de uma felicidade que vem de algo já vivido. Quando aparece, pode trazer lembranças queridas ou pessoas do passado de volta ao presente.
Taças com flores, e nenhuma com bebida
As seis taças estão cheias de flores brancas de cinco pétalas, e nenhuma tem líquido. É a única carta do naipe em que as taças servem para outra coisa, o que muda o que elas representam na cena.
O cenário é o pátio de uma construção antiga, com um canteiro e uma escada ao fundo por onde uma figura adulta se afasta. As duas crianças estão sozinhas no primeiro plano, e a maior entrega a taça à menor.
O passado como lugar bom
Uma forma de ler o Seis de Copas é pelo que ele não tem: nenhuma tensão. É uma das poucas cartas do baralho inteiramente tranquilas, e a tranquilidade vem de a cena estar acabada, guardada, sem risco de dar errado.
Ela pode indicar uma lembrança, alguém que reaparece, um gesto gentil, uma casa de infância. Numa pergunta sobre o presente, a leitura desconfortável é a de que o melhor do assunto está atrás e não à frente.
Entre o luto e a confusão
O Seis fica entre o Cinco, que é perda, e o Sete, que é excesso de possibilidades imaginadas. Nessa vizinhança, ele é o único momento em que o naipe olha para trás e encontra algo inteiro.
Uma leitura possível é que a memória é o que sobra entre o que se perdeu e o que ainda não existe. É forma de ler a sequência, e nada numa tiragem obriga a ler três cartas seguidas como uma história.
Onde esta carta pode cair
As duas tiragens que embaralham só os 22 Arcanos Maiores ficam de fora: um Arcano Menor não é sorteado nelas.