Rei de Ouros
Arcano Menor · Tarot Rider-Waite-Smith
O Rei de Ouros se senta num trono farto, cercado de vinhas e com o pentáculo apoiado, sinal da fartura que conquistou. É a carta da prosperidade sólida, de quem construiu segurança e sabe administrar o que tem.
Fala de competência nos negócios, estabilidade e da generosidade de quem pode prover. Quando aparece, aponta para maturidade material e a capacidade de cuidar bem dos próprios recursos.
Uvas por toda parte
O manto dele é estampado de videiras carregadas, e videiras de verdade sobem em volta do trono. O rei de Paus faz o mesmo com as salamandras, na roupa e aos pés; nos outros dois reis o motivo fica só no trono.
O disco está apoiado no joelho, seguro por uma das mãos, e a outra segura um cetro. Aos pés, uma armadura aparece sob o manto. Ao fundo, um castelo de pedra. Ele está sentado de lado, olhando para fora da carta.
Administrar o que já existe
Uma forma de ler o Rei de Ouros é pelo que ele não precisa mais fazer. Não há ferramenta, plantio nem obra na cena: está tudo pronto em volta dele. A carta descreve a fase de conservar e distribuir, e não a de construir.
Ele pode indicar uma pessoa próspera e confiável, um investimento sólido, um chefe que provê. Numa pergunta sobre dinheiro, é uma das respostas mais estáveis do baralho, e vale reparar que estabilidade não é crescimento.
A última das 56
O Rei de Ouros fecha o naipe e, com ele, os 56 Arcanos Menores deste baralho, na ordem em que o catálogo os guarda. Depois dele não há mais carta: o Rider-Waite-Smith termina aqui.
Vale a comparação com o Ás do mesmo naipe, o disco oferecido sobre um jardim com um portão ao fundo. Entre uma carta e outra estão as catorze de Ouros inteiras, e a diferença entre elas é o naipe explicado.
Onde esta carta pode cair
As duas tiragens que embaralham só os 22 Arcanos Maiores ficam de fora: um Arcano Menor não é sorteado nelas.