Oito de Espadas
Arcano Menor · Tarot Rider-Waite-Smith
Vendada e amarrada, uma mulher está cercada por oito espadas fincadas no chão, mas nenhuma delas de fato a prende. É a carta de se sentir preso, muitas vezes por medos e crenças que a gente mesmo alimenta.
Fala de impotência diante de uma situação que parece sem saída, embora exista uma. Quando aparece, sugere que a maior prisão está na cabeça e que dá para se soltar ao enxergar as opções.
A cerca tem buracos
As oito lâminas estão fincadas no chão em volta dela, mas não formam um círculo fechado: há espaço largo à frente e dos lados. O chão é de lama e poças, e os pés dela estão descalços e livres.
A venda cobre os olhos e o tecido em volta do corpo prende os braços sem amarrar as pernas. Ao fundo, no alto de uma elevação, há um castelo. Tudo o que a prende é frouxo, e que ela não sabe disso.
Não ver a saída é o mesmo que não ter?
Uma forma de ler o Oito de Espadas é levando a pergunta a sério em vez de responder rápido. Para quem está de olhos vendados no meio de lâminas, andar é perigoso mesmo. A saída existe e o medo não é irracional.
Ela pode indicar uma situação que parece sem opção, uma crença que fecha caminhos, uma dependência. Numa pergunta sobre o que fazer, o que a carta oferece é modesto e concreto: tirar a venda vem antes de andar.
Entre a esperteza e a insônia
O Oito fica entre o Sete, alguém agindo por fora, e o Nove, alguém acordado de madrugada. Nessa vizinhança, ele é a carta em que a pessoa ainda acha que o problema está do lado de fora.
Vale comparar com O Diabo, dos Maiores, que também desenha correntes frouxas. Lá as duas figuras poderiam tirar a coleira e ficam; aqui a mulher não vê que poderia. Uma é escolha, a outra é falta de informação.
Onde esta carta pode cair
As duas tiragens que embaralham só os 22 Arcanos Maiores ficam de fora: um Arcano Menor não é sorteado nelas.