Cavaleiro de Paus
Arcano Menor · Tarot Rider-Waite-Smith
Montado num cavalo empinado, o Cavaleiro de Paus avança com pressa e pouca cerimônia. É a carta do impulso e da aventura, da energia que quer sair correndo atrás do que deseja.
Fala de paixão, coragem e ação, mas também da tendência de se lançar sem medir muito as consequências. Quando aparece, costuma marcar partidas, mudanças e a vontade de encarar algo de peito aberto.
O cavalo mais agitado dos quatro
Vale comparar os quatro cavaleiros pelo andamento da montaria: o de Copas vai a passo, o de Ouros está parado, o de Espadas galopa a toda, e este está com as patas dianteiras no ar. É o único dos quatro cujo cavalo se ergue.
Ele veste armadura com uma sobreveste amarela cheia de salamandras e leva um penacho vermelho. O cenário é o mesmo deserto do Pajem, com as pirâmides ao fundo. Nada na cena indica para onde ele vai.
Partir, sem a parte do plano
Uma forma de ler o Cavaleiro de Paus é pelo que a pressa custa. A energia é real e serve para sair do lugar; o que a carta não oferece é rumo, e essa falta não é defeito de leitura, está no desenho.
Ele pode indicar uma mudança de cidade, uma paixão recente, um projeto começado com força. Numa pergunta sobre alguém, é frequentemente lido como pessoa intensa e de permanência incerta, e a imagem sustenta as duas metades.
Entre o Pajem e a Rainha
Na corte de Paus, o Cavaleiro é a segunda figura e a de menor permanência. O Pajem está parado com o bastão nas mãos, a Rainha está sentada de frente, o Rei está sentado de perfil, e só ele está em movimento.
Uma forma de ler as quatro em conjunto é como quatro relações com a mesma energia: descobrir, gastar, sustentar e dirigir. É forma de ler a corte, não regra do baralho, e uma tiragem pode trazer qualquer uma delas para qualquer casa.
Onde esta carta pode cair
As duas tiragens que embaralham só os 22 Arcanos Maiores ficam de fora: um Arcano Menor não é sorteado nelas.