Rei de Ouros
Arcano Menor · Tarot de Marselha
Sentado, de chapéu largo, o Rei de Ouros segura a moeda junto ao joelho.
O Rei, figura que cria e dirige, em Ouros põe essa força a serviço dos bens. Representa um poder material que não joga a favor: recursos, posição ou influência prática que estão em outras mãos, ou a força material que ainda falta conquistar.
Sentado de lado, com a moeda junto ao joelho
O Rei de Ouros do Burdel está sentado de lado numa cadeira, com um chapéu de abas muito largas e barba curta. Segura a moeda com uma das mãos, junto ao joelho, e apoia a outra mão na perna.
O chapéu dele não tem coroa por cima, como têm os dos outros três reis do baralho.
Um poder nos bens que não joga a favor
Na chave de Papus, em Le Tarot des Bohémiens, de 1889, o Rei é o homem, o criador. Em Ouros, Papus o descreve como inimigo ou indiferente, e o naipe como o do dinheiro e do comércio.
O catálogo não aponta ninguém como inimigo. Leu na carta um poder material que não joga a favor: recursos, posição ou influência que estão em outras mãos, ou a força prática que ainda falta conquistar.
Interesses que não coincidem
Uma leitura frequente vê no Rei de Ouros alguém com peso nas decisões práticas, cujo interesse não coincide com o de quem pergunta. A carta descreve essa distância, e não a intenção de ninguém.
Quem decide sobre os recursos
Na Ferradura, na casa O que vem dos outros, o Rei de Ouros tende a ser lido como uma instância com poder sobre recursos: uma empresa, uma chefia, uma instituição. Na casa O que fazer, uma leitura frequente é preparar bem os argumentos antes de negociar. Na casa Você nisso, pode descrever quem pergunta diante da tarefa de conquistar uma posição mais firme.
Onde esta carta pode cair
A tiragem que embaralha só os 22 Arcanos Maiores fica de fora: um Arcano Menor não é sorteado nela.
Os Arcanos Menores dão mais espaço ao cotidiano, às decisões e às circunstâncias em volta da pergunta. Comece pela sua.
Tirar com o Tarot de Marselha