Os Ratos
Figura 23 de 36 · Lenormand
O que vai sumindo sem se notar. Gasto pequeno e constante, coisa perdida, cansaço que rói por baixo. Come a carta ao lado, enfraquecendo o que estiver junto dela.
Perda que não tem hora
Os Ratos são a carta da perda lenta, e é isso que a separa da Foice e do Caixão. Não há corte nem encerramento: há algo diminuindo sem que ninguém tenha visto acontecer.
O que a figura nomeia é o roer. Um rato não leva a casa, leva um pedaço por dia, e a leitura sai daí inteira: gasto miúdo, cansaço, coisa que some, saúde que se desgasta sem sintoma claro.
A carta que come a vizinha
Na combinação, ela enfraquece o que está ao lado, e o catálogo diz isso com a palavra certa. Junto dos Peixes, é dinheiro escorrendo; junto do Coração, é o afeto que esfria sem briga; junto da Âncora, é a estabilidade que já não sustenta.
Numa pergunta sobre onde está o problema, é uma das cartas mais úteis do baralho, porque descreve exatamente aquilo que não aparece num acontecimento. O que ela pede é olhar o acumulado, e não o episódio.
Numa pergunta sobre saúde ou dinheiro, ela responde sobre o acumulado e não sobre um episódio. É por isso que costuma ser mais útil numa revisão do que numa pergunta sobre um dia específico.
Onde esta carta pode cair
A tiragem em que este baralho é oferecido, e esta carta entra nela.