Seis de Espadas
Cartomancia · Baralho Comum
Trabalho pesado que compensa. Não tem atalho e não tem brilho, e no fim dele há descanso e dinheiro. É a carta boa de um naipe que quase não tem.
A carta boa de um naipe que quase não tem
O próprio catálogo a apresenta assim, e é uma admissão útil: num naipe de aviso, perda e aflição, esta é a exceção. Numa leitura em que caem várias Espadas, ela é o ponto por onde se começa.
A promessa é modesta e concreta: descanso e dinheiro no fim. Não é sucesso nem reconhecimento, é o resultado de trabalho que ninguém vai elogiar.
Sem atalho e sem brilho
A frase impede a leitura otimista fácil. A carta é favorável e cobra o percurso inteiro, e numa pergunta sobre esforço ela responde que vale, sem prometer que fica mais leve.
Numa mesa com mais cartas, ela costuma indicar o que exige empenho e retorna. Perto de cartas de aperto, a leitura frequente é a de que se atravessa trabalhando.
Este seis, o de Paus e o de Ouros descrevem três prazos do mesmo esforço: aqui o trabalho pesado que compensa, lá o negócio que rende devagar, e em Ouros a pressa em firmar cedo demais. O de Copas fica de fora, tratando de confiança.
Onde esta carta pode cair
As tiragens em que este baralho é oferecido, e esta carta entra em todas.